quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Atividade Encerrada.


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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Encerramento: aula de 14.11

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Em 1952, no Collège de France, Maurice Merleau-Ponty deu uma aula inaugural que levou o título de "Elogio da Filosofia" e foi publicada um ano depois.

Para encerrarmos o percurso deste semestre, a ideia é escrever um breve texto, ele também um elogio, mas agora ao ensino da Filosofia.

Acta fabula est.

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domingo, 8 de novembro de 2009

Aula do dia 06.11.09 - Moebius

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Hoje, a partir da intrigante Fita de Moebius, conversamos sobre a relação entre regra e teoria, e de que modo uma determina (e é determinada) pela outra. A sala produziu breves apontamentos durante a aula, sobre a descrição da Fita e, posteriormente, sobre as regras de explicação que cada uma das quatro "correntes" indicadas na obra de Laudan (pragmatista, realista, positivista e relativista) teria seguido.

Agora, a idéia é bem mais "prática": de que modo poderíamos utilizar a Fita de Moebius e suas características em uma aula de Filosofia?


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aula do dia 30.09




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Nessa aula, discutimos algumas questões acerca da conhecimento que poderiam ser consideradas perguntas basilares nesse campo de investigação (entre outras tantas, igualmente fundamentais), inspirados pelo texto do Prof. Lorieri, Filosofia - Fundamentos e Métodos, e pensadas como questões possíveis para um exercício de Filosofia no Fundamental II ou mesmo no Ensino Médio.

Foram elas:

- O ser humano é um ser que pensa: o que é pensar? O que o pensar traz às pessoas? É possível pensar de uma forma não adequada? Como seria pensar de forma adequada? O que isso significa?

- A aula de Filosofia é o lugar em que aprendemos a pensar melhor? Ou é um lugar onde as aprendemos pensamentos já pensados por pessoas que já pensaram melhor? Quem são essas pessoas que já pensaram melhor?

- Por que as pessoas querem saber tanto a respeito de tudo? Sobre o quê os personagens do livro de Laudan discutem? O que Larry Laudan quer saber?

- Para agir de maneira correta e justa, é preciso pensar bem? Pode-se aprender a pensar bem?

- Para avaliar se algo é belo ou feio, é preciso pensar bem? Como assim?

- O que é conhecimento? Ter conhecimentos é saber bem a respeito de alguma coisa? Saber e ter conhecimentos é a mesma coisa?

- Os conhecimentos são sempre verdadeiros? Eles são necessários? Por quê?


Antes da discussão, no entanto, lemos o seguinte poema de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa):















Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de, vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...


Depois da discussão, que nos mostrou o quanto nos enredamos em inúmeras dificuldades tão logo nos colocamos a pensar sobre as questões propostas, lemos um outro poema de Alberto Caeiro e um trecho de H. Arendt, como contraponto e, de certa maneira, síntese de nosso propósito com a discussão gerada pelas perguntas:



O Mistério das Cousas

O mistério das cousas, onde está ele?

Onde está ele que não aparece

Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?

Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?

E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?

Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,

Rio como um regato que soa fresco numa pedra.


Porque o único sentido oculto das cousas



É elas não terem sentido oculto nenhum,

É mais estranho do que todas as estranhezas

E do que os sonhos de todos os poetas

E os pensamentos de todos os filósofos,

Que as cousas sejam realmente o que parecem ser

E não haja nada que compreender.


Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:

As cousas não têm significação: têm existência.

As cousas são o único sentido oculto das cousas.


"Ao formular as irrespondíveis questões de significado, os homens afirmam-se como seres que interrogam. Por trás de todas as questões cognitivas para as quais os homens encontram respostas escondem-se as questões irrespondíveis que parecem inteiramente vãs e que, desse modo, sempre foram denunciadas. É bem provável que os homens - se viessem a perder o apetite pelo significado que chamamos pensamento e deixassem de formular questões irrespondíveis - perdessem não só a habilidade de produzir aquelas coisas -pensamento a que chamamos obras de arte, como também a capacidade de formular todas as questões respondíveis sobre as quais se funda qualquer civilização."

(Hannah Arendt, A Vida do Espírito, RJ: Relume-Dumará, 1995, p. 48).



A tensão criada pelo debate a partir das perguntas e os poemas de Caeiro - com seu anti-intelectualismo - e a "esperança" cultivada no texto de H. Arendt abriu espaço para a proposta de comentário dessa semana, que deve levar em conta o "ensinamento" do poeta e a afirmação da pensadora.



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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Entre Aulas

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Segue um texto de nossa colega Teca, sobre sua experiência de estágio:

A sala de aula pode ser uma cartola mágica

"O mundo é movido por perguntas e não por respostas". Essa frase foi dita por um aluno da 8ª série do Ensino Fundamental, da escola na qual estou estagiando. Na última aula, durante a análise do primeiro texto Filosofia como Formadora”, apresentei à classe essa minha experiência e o professor Marcos solicitou que eu a compartilhasse com vocês.

Desde que começamos com as aulas de Didática em Filosofia, uma das minhas principais indagações, e acredito que da maioria da classe, tem sido como me tornar uma professora que possa realmente despertar o interesse em Filosofia em alunos do Ensino Fundamental e Médio. Tarefa muito difícil, segundo alguns professores. No entanto, tenho aprendido - tanto nas nossas aulas, como com o meu supervisor, professor Álvaro Dias - que é possível.

Conversando com o professor Álvaro esses dias, ele me contou que a sua tarefa tem sido árdua, mas que os resultados são bastante compensadores. E toda essa sua trajetória está diretamente ligada ao texto apresentado em aula. O que percebo é que é preciso estar junto desses alunos, entender o seu universo e ‘aplicar a filosofia’ nesse mundo.

Por exemplo, na sala da 5ª Série do Ensino Fundamental, o professor Álvaro apresenta as histórias de crianças da mesma idade que transformaram suas comunidades. A partir dessas histórias são despertadas várias questões ligadas à Ética. Para explicar o conceito de liberdade, foi usada a criação de história em quadrinhos. A partir da frase “Liberdade significa responsabilidade e é por isso que tanta gente tem medo dela” (George Bernard Shaw), os alunos prepararam, em grupos, uma tira para explicar o que entendem por liberdade. O resultado será exposto nos corredores da escola para que todos conheçam.

E voltando à experiência na sala da 8ª Série do Ensino Fundamental, na última aula que participei, o professor Álvaro fez uma retrospectiva. E ao perguntar para os alunos sobre O Mito da Caverna, o grupo narrou com precisão. Mas o professor não se contentou e questionou: “mas por que eles mataram o que trouxe a informação que o mundo é muito mais do que sombras?” E as respostas foram muito ‘filosóficas’, eu diria. “Não querem enxergar a realidade”, “As pessoas têm falsas expectativas”, “O ser humano só acredita naquilo que pode explicar e o que os olhos enxergam”.

Já nas salas de aulas das séries do Ensino Médio, o professor Álvaro trabalha várias linhas, mas sempre voltadas ao mundo deles. Hoje (13/10), participei da aula do 2º ano do Ensino Médio e o tema foi: “Qual é a dúvida?”. E aí, o professor inverteu os papéis e estimulou que cada um questionasse sobre qualquer tema. Depois de muitas questões sobre o funcionamento da escola, o sistema capitalista e muitos por quês, o professor disse que a Filosofia era a arte de “se espantar”. Ou seja, que o movimento da Filosofia acontece porque os grandes pensadores se ‘espantaram’ com várias questões. E que nós deveríamos nos ‘espantar’ com frequência, porque, assim, despertamos o nosso conhecimento sobre o mundo e sobre nós mesmo.

Nesse colégio, os alunos têm aulas de Filosofia desde a 5ª série, sendo que antes disso a matéria é chamada de Humanidades. O professor Álvaro está à frente da disciplina há pouco mais de quatro anos e sua próxima atividade será os “Jogos Filosóficos”, uma atividade que se assemelha aos jogos praticados na Internet. E, provavelmente, os vencedores receberão o Troféu Sócrates.

Mas essa será uma outra história...

Teca Pereira


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aula do dia 09.10

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Continuamos com o texto "A Forma da Filosofia".
Na verdade, as discussões sobre ele se entenderam um pouco na aula passada (o que é bom, penso...), e não chegamos a terminar de lê-lo, coisa que fizemos nessa aula.
Nas postagens abaixo, devemos comentar os comentários dos colegas sobre o texto, que foram colocados na postagem do dia 02.09.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Aula do dia 02.10.09

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Nessa aula, a proposta foi discutir o texto "A Forma da Filosofia", desenvolvido por mim para o trabalho na disciplina Didática da Filosofia - Modalidade EaD. O texto busca elaborar uma reflexão sobre o modo como podemos, do ponto de vista do ensino da Filosofia (ainda que a premissa da reflexão não se restrinja a ele), conceber a prática filosófica como uma atividade que não se identifica direta ou imediatamente com os "produtos" filosóficos (que devem ser compreendidos como resultados de tais práticas).

A idéia, tendo em vista que na próxima aula voltaremos ao texto, é postar nos comentários uma análise do texto lido, com um máximo de 1000 (mil) caracteres.

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sábado, 26 de setembro de 2009

Aula do dia 25.09.09

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Nessa aula, lemos o começo do capítulo 2 - Carga Teórica e Infradeterminação - do livro de Larry Laudan, A Ciência e o Relativismo. No pequeno trecho analisado, o que temos é a reação do representante do relativismo, Quincy, às pretensões de se "testar" ou "refutar" teorias: todo método de teste ou refutação é histórica e socialmente determinado, e não se relaciona com o empírico de maneira neutra. A idéia é pensar no seguinte, a partir disso: como estabelecer um critério que nos indique o que é e o que não é uma pergunta filosófica?
O exercício: escolher um dos comentários feitos na postagem da semana passada que pareça não adequado (uma definição de pergunta filosófica não adequada) e indicar qual seu problema.

(A ilustração acima nos faz lembrar de quando o filósofo do Tractatus atacou Popper com um atiçador de fogo... Por favor, nada de polêmicas desse tipo...rs).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aula do dia 18.09.09

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Nessa aula, a discussão foi sobre o mínimo que se deve esperar como resultado de um trabalho de Filosofia no Ensino Básico. E esse mínimo passa, creio, pela possibilidade de conceituar. O problema surge quando tentamos definir o que vem a ser, especificamente, um conceito filosófico - e de que modo ele se relaciona com a pergunta da qual é a resposta. Em outras palavras: como decidir quando uma pergunta é filosófica? Quais são as perguntas que a Filosofia busca responder? Quando uma resposta é filosófica? Isso tudo não seria, antes, questão de modo, e não de essentia?

No exercício, tentamos fazer a triagem de algumas perguntas, separando-as em "filosóficas" e "não-filosóficas". Logo de início, a polêmica se instalou, porque os critérios, como era de se esperar, não estavam claros. E toda tentativa de clarificação era tão ou mais polêmica do que o próprio exercício de triagem.

As perguntas foram as seguintes:

O que é uma pessoa?

O ser humano é mortal?

Existem começos absolutos?

A água sempre congela a zero grau?

Existem obras de arte?

Como definir uma obra de arte?

O antagonismo faz parte da vida social?

É possível imaginar uma sociedade pacífica?

Que horas são?

O tempo existe onde?

Conceituar é definir algo?

O conceito nos fala das coisas?

Agora é noite?

Entre o 0 e o 1 existem quantos números?

Tenho certeza de que amanhecerá amanhã?

Como conceber o infinito?

Pode existir o imaginado?

O conhecimento científico interfere no mundo?

Pode existir o impensável?

O que é conhecimento científico?

No positivismo há lugar para o transcendente?

O que é a transcendência?

O realismo afirma que o mundo não depende do homem para existir?

Todo ser procura sua preservação?

O Todo é maior que suas Partes?

Existe realidade sem que alguém a perceba?

Qual o limite da autopreservação?

O Todo é formado por Partes?

As frases, que estão misturadas nessa lista, ordenam-se (ou tentam se ordenar...) em pares opostos: filosóficas e não-filosóficas. Essa organização também foi motivo de polêmica: a idéia que faço do que é (ou pode ser) filosófico foi questionada na sala, o que indica muito das dificuldades que enfrentamos quando queremos estabelecer um critério, nesse sentido. É claro que a minha concepção do filosófico - e, talvez, qualquer concepção do filosófico... - não é incontrastável: discutir isso, perceber qual o critério que carregamos conosco ao atribuir valor de pergunta e/ou de resposta filosófica a uma frase - eis um dos objetivos da atividade.

Agora, esperamos que os alunos postem, aí embaixo, as suas definições sobre o que vem a ser uma pergunta filosófica.

Mãos à obra...

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aula do dia 11.09.09

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Nesse dia, o exercício era fazer o caminho inverso do exercício anterior. Se na aula passada tentamos pensar o conceito por meio de imagens, agora iríamos arrancar um conceito de uma imagem já dada. Após algumas observações acerca da definição de conceito, em especial sua compreensão como essência e/ou como signo (derivadas, grosso modo, de três maneiras de se pensar a questão que nos acompanham desde o início da Filosofia: a realista, a nominalista e a conceptualista), fomos pensar as imagens abaixo, escolhidas justamente por seu caráter naturalmente instigante. Escher, Arciboldo, Magritte: vamos ver quais os conceitos que tiramos deles...


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ESCHER


























































































































ARCIMBOLDO




















































MAGRITTE






















































































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sábado, 5 de setembro de 2009

Aula do dia 04.09.09

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Aproximação Metafórica do Conceito


Na aula do dia 04, trabalhando já com um trecho do livro de Larry Laudan, La Ciencia y el Relativismo (trad. esp. Alianza Editorial, Madrid, 1993), buscamos nos aproximar do conceito por um caminho que pode parecer, à primeira vista, o menos indicado: o caminho metafórico. Desde Platão, pelo menos, a Filosofia desconfia da metáfora, essa imagem transposta, ainda que Platão tenha sido um mestre em seu uso. A imagem é, naturalmente, a negação do conceito, do discurso, posto no tempo e exigindo um discorrer, um encadeamento de razões que não existe quando falamos de um tableau: a imagem dá o que oferece de uma única vez, presentificada em um instante absoluto. Dizer que a geração dos homens é como a das folhas, conforme o poema de Píndaro, é fazer uma afirmação, e não apresentar um argumento ou definição. Por outro lado, toda tentativa de ler uma imagem, uma figura de linguagem, é caminhar em direção do conceitual.
Nesse sentido, então, o exercício proposto em aula, desenvolvido a partir do livro de Michel Tozzi, Apprendre à philosopher dans les lycées d'aujourd 'hui (Paris, Hachette/CRDP Lille, 1992), busca construir um conceito/noção a partir de um jogo metafórico.
A idéia foi discutir as possíveis definições de "progresso científico" (a idéia mais forte do trecho que lemos do livro de Laudan).
Para isso, apresentamos a seguinte tabela:

Se o progresso científico fosse

Ele seria...

Porque...

Elemento destacado:

Uma cor

Um odor

Um sentimento

Um animal

Uma pessoa

Uma profissão

Um momento do dia ou da vida


Exemplificando: se estivéssemos discutindo o conceito de Felicidade, poderíamos dizer que, se ela fosse uma cor, seria o vermelho, por ser uma cor viva, e destacaríamos como elemento sua vivacidade.
Posteriormente, a partir dos elementos destacados, deveríamos construir uma definição de progresso científico. Foi significativo, entre outros aspectos, constatar de que maneira o exercício de metaforização deixa explícita uma variedade de modos de se conceber o progresso científico muito próxima daquelas discutidas por Laudan - a relativista, a positivista, a pragmática e a realista.
Nos comentários abaixo, os alunos são chamados a postar suas definições.

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sábado, 29 de agosto de 2009

Aula do dia 28.08.09

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O texto abaixo, de autoria do Prof. Silvio Gallo, foi o tema de reflexão de nossa primeira aula do semestre.
A proposta é que os alunos postem suas respostas à seguinte pergunta:

"Qual a questão mais importante que o texto nos apresenta?"

(Recomenda-se que a resposta não seja extraída diretamente do texto, mas elaborada a partir de sua leitura).
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TEXTO 1

“Nos últimos cinco anos a discussão em torno da problemática do ensino de Filosofia no Brasil tem ganho dimensões importantes. A última grande movimentação havia acontecido no final da década de 70 e início da década de 80, com as manifestações em torno da volta da Filosofia aos currículos do Ensino Médio. Os departamentos de Filosofia das universidades brasileiras desempenharam, naquele momento, um papel decisivo, embora houvesse posições muito distintas sobre a questão. Seria importante destacar também o papel da Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficas (Seaf) na promoção de encontros e debates, além de publicações sobre o tema. Em meados dos anos 80, porém, vários estados brasileiros incluíram a disciplina em seus currículos do Ensino Médio, em geral na forma de disciplina optativa. E o debate arrefeceu.


Certamente contribuiu muito para esse arrefecimento o modelo de licenciatura que temos implantado em nossas principais universidades públicas: uma dicotomia entre a formação específica em Filosofia (o curso de bacharelado, sediado nos departamentos e institutos de Filosofia) e a formação do professor dessa disciplina (o curso de licenciatura, em geral sediado nos departamentos ou Faculdades de Educação). Esse modelo faz com que os departamentos de Filosofia não se comprometam mais diretamente com o problema da formação do professor de Filosofia e esta questão não é considerada um problema filosófico. 'Que fique aos pedagogos o problema da didática!' Parece ser esse o lema de muitos de nossos departamentos.


Parece-me, no entanto, que essa postura dificulta em muito a formação do professor de Filosofia. Ela não pode ser vista como uma questão meramente técnica, de domínio de uma série de competências pedagógicas por parte de alguém que já adquiriu a competência do conteúdo filosófico. Penso que tal postura é complicada em qualquer caso de formação docente, seja qual for a área; mas, no caso da Filosofia, ela chega a ser desastrosa. O professor Antônio Joaquim Severino não se cansa de afirmar que a Filosofia é sempre paidéia e politéia, isto é, ação educativa e ação política, com o que concordo. Desde suas origens, a Filosofia tem sido uma forma de educação da humanidade e não deixa de ser sintomático que o 20° Congresso Mundial de Filosofia, que aconteceu em Boston em 1998, teve por tema: Paidéia: a Filosofia educando a humanidade.


A prática educativa tem sido inerente à Filosofia ao longo da história; em nome de que a desprezamos, quando se trata de formar o professor de Filosofia? Será essa uma 'tarefa menor'? O professor de Filosofia não deve ser, de alguma maneira, filósofo (isto é, alguém que pratica a Filosofia)? Ou bastaria a ele conhecer os temas, problemas e autores da história da Filosofia para poder ensiná-los? Faz sentido, no caso da Filosofia e de seu ensino, essa separação entre teoria e prática?


Nos últimos anos os filósofos professores de Filosofia brasileiros vêm se preocupando com questões como essas. Trata-se, quer me parecer, de um movimento de pensar filosoficamente o ensino da Filosofia. Um movimento em que os filósofos têm tomado para si a responsabilidade de pensar a prática docente, em seus vários níveis. Um movimento de dar cidadania, no território da Filosofia, à problemática do ensino que, até aqui, só encontrava asilo no território da educação. Trata-se de tirar da área de educação algo que lhe é próprio? Trata-se de prescindir das contribuições que os especialistas em educação podem trazer para o ensino da Filosofia? Penso que não. Toda contribuição é mais do que bem-vinda. Por outro lado, contudo, não podemos nos furtar a essas preocupações. (...)"


(Silvio Gallo, Apresentação ao livro Ensino de Filosofia – Teoria e Prática, Ijuí, Ed. Unijuí, 2004).



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Blog como recurso pedagógico

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Este blog é mais um dos recursos pedagógicos de nossas aulas de Didática Específica da Filosofia (em módulo com Filosofia da Ciência), do curso de Filosofia (licenciatura) da Universidade Metodista de São Paulo (campus Rudge Ramos - São Bernardo do Campo).


Sendo assim, ele tem data para começar (hoje...) e para terminar (dezembro de 2009). Aqui, serão colocados os textos discutidos em aula e as reflexões a partir deles e das atividades relacionadas.


A participação dos alunos é fundamental e será parte importante do processo avaliativo.



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